AFLECHA curte gravura em metal

AFLECHA também se apaixonou por xilogravura

 

Gravura em Metal, também chamada de Calcografia:

Matriz: zinco, cobre ou latão, uma chapa de metal, trabalhada com instrumentos cortantes ou ácidos corrosivos que criam linhas e/ou texturas.

Entintagem:com uma rolha ou bucha a tinta é esfregada para dentro das linhas, o excesso é retirado com a palma da mão. É o contrário do que acontece na Xilogravura.

Impressão: na prensa calcográfica, ou prensa de gravura de metal, que pode ser motorizada,
mas no nosso caso ainda não é, :(.

o texto que segue foi emprestado do site: http://www.net-artes.net/index2.asp?idcat=716

A gravura em metal surgiu nos ateliês de ourivesaria e de armaduras , no século XV , onde era usual imprimir-se os desenhos das jóias e brasões em papel para melhor visualização das imagens . A gravura em metal é uma técnica refinada que permite grande liberdade ao artista podendo ser realizada em diferentes técnicas , sendo as principais :
. buril e ponta seca : a gravação em buril e /ou ponta seca sobre metal é o processo mais direto de gravação . O buril é um instrumento pontiagudo com diferentes pontas que corta a chapa de cobre abrindo linhas profundas e delgadas . A ponta seca é uma ponta metálica afiada que abre o metal , traçando uma linha fina e cujas rebarbas dão uma impressão aveludada .
. água-forte : para gravar em água-forte é necessário proteger a chapa com um verniz ( benzina, cera , betume etc ) . Sobre o verniz , desenha-se livremente com uma ponta de metal . Em seguida , submerge-se a chapa em um banho ácido que ataca as linhas expostas . A profundidade deste ataque depende da concentração do ácido e do tempo de atuação . Após o banho , limpa-se a chapa com um solvente e se cobre com tinta negra e espessa que penetra nas linhas gravadas . Limpa-se , então , o excesso de tinta da superfície , deixando somente as linhas .
. água tinta : a resina ( breu ) pulverizada sobre a chapa é aquecida até fundir e se fixar . A tinta penetra nos pontos de resina da chapa , possibilitando a criação de áreas de diferentes tonalidades conforme a quantidade de resina aplicada .
. fotogravura : através de um processo químico com o uso de cloreto férrico , transfere-se a fotografia para a chapa nos tons do original .
. maneira negra ou mezzotinta : um instrumento chamado Berceaux transforma a superfície em uma massa densa de minúsculos rebarbas . Com um raspador , o artista obtém uma enorme gama de graduações tonais .

Para impressão , coloca-se a chapa na prensa e sobre ela coloca-se um papel úmido . A pressão da prensa faz com que a tinta passe para o papel uma imagem idêntica à imagem da chapa , porém invertida .
Para cada nova impressão deve ser repetido o mesmo processo .



 

 

A GRAVURA, AS SUAS VARIADAS TÉCNICAS E FORMAS DE REPRODUÇÃO

1. XILOGRAVURA
A mais antiga técnica de impressão pictórica é a xilogravura, que foi desenvolvida na China, no século IX. A xilogravura, ou xilografia, é a gravura em relevo executada sobre madeira. Feito o desenho na prancha de madeira, iniciam-se os cortes que proporcionam os brancos A superficie é entintada com um rolo e, com isso, essas partes intocadas proporcionam a cor da gravura. Na Europa, a xilogravura surge em torno de 1400, e era muito usada para estamparia de desenhos em tecidos, bem como na impressão de mapas geográficos, calendários e em cartas de baralho. Em seus primórdios, essa técnica foi um tanto desvalorizada. Só a partir do século XVI foi que a xilogravura adquiriu o status de obra de arte, através de Albrecht Dürer e outros artistas europeus.

2. GRAVURA EM METAL
Nesta técnica de gravura, a estampa aparece como resultado da tinta depositada no interior dos sulcos do metal, enquanto a superficie se mantém branca. A técnica de gravura em metal é também conhecida por gravura em ôco, gravura em côncavo, gravura em entalhe e, também, gravura em rebaixe. A gravura em metal abrange os seguintes procedimentos: Talho Doce ou Buril, Ponta Seca e Maneira Negra ou Meia Tinta (gravação por meios diretos), Agua Forte e Agua Tinta (gravação por meios indiretos ou químicos). A mais antiga gravura em metal de que se tem data é o São Bernardino de Siena, feita em 1454, pertencente à Biblioteca Nacional de Paris.


3. LINÓLEOGRAVURA
A Linóleogravura, ou linogravura, é uma técnica que se assemelha bastante com a da xilogravura. Assim como a madeira da xilogravura, quando o linóleo é cortado, são os cortes que produzem o branco na impressão sobre o papel. O linóleo é um material sintético usado para se fazer pisos. Esse material é bastante maleável à incisão e permite que correções e alterações sejam feitas, caso seja necessário. Para a impressão, utiliza- se tinta de imprensa ou tinta em pasta levemente dissolvida. A linogravura pode ser usada na estamparia de tecidos como lenços, toalhas e camisetas. Pablo Picasso e Matisse usaram essa técnica para produzir belas gravuras coloridas.

4. LITOGRAVURA
A litogravura, ou litografia, é um processo de impressão plana sobre pedra ou chapa. Aqui não ocorre a incisão, como nas técnicas de relevo descritas anteriormente. Um desenho é feito com lápis, ou com um bastão gorduroso, na pedra ou chapa. Após isso, coloca-se água sobre o desenho, para que haja uma separação entre esta e a gordura- este é o principio da impressão. A pedra, que está umedecida, permite à tinta graxa se agregar somente nas partes que contêm o desenho. A impressão é executada em uma prensa manual especial. Esta técnica foi inventada em 1798, pelo alemão Aloys Senefelder. Henri de Toulouse-Lautrec soube utilizar a litografia magnificamente. São famosos os seus cartazes, produzidos para shows e espetáculos no Mouli Rouge em Paris.

5. SERIGRAFIA
A serigrafia é uma técnica de impressão vazada. Em um bastidor, com seda ou naylon esticados, sãos isoladas as partes que não vão ser impressas. Para se obter a estampa desejada, e necessário o uso de puxadores de tinta (rodo compressor) que fazem com que a tinta passe pelas partes não isoldas, imprimindo a figura em papel, tecido, madeira ou outra superfície qualquer. Essa técnica corresponde ao processo silk-screen, que é muito utilizado para a confecção de trabalhos comerciais, publicitários e artísticos, na indústria gráfica.

6. MONOGRAVURA
A monogravura é uma monotipia, ou seja, uma técnica de impressão única de uma pintura feita sobre uma superficie lisa de vidro, fórmica ou placa de metal. Esse processo, que permite uma transferência de imagens para o papel, nem sempre resulta em uma gravura, mas possui uma linguagem semelhante aos processos de incisão e impressão.

7. INFOGRAVURA
A infogravura, surge com a informática e são imagens criadas através da computação gráfica. Essa nova linguagem utiliza imagens fotográficas digitalizadas ou desenhos vetoriais, podendo misturar os dois, que depois são impressas utilizando impressoras laser ou plotter de impressão. Dependendo do artista, a infogravura também pode ser impressa em silk-screem ou qualquer outra forma de reprodução em série.

8. FOTOGRAFIA
A fotografia também é considerada uma forma de gravura, pois permite a sua reprodução de suas imagens em série, utilizando suporte de papel, ou qualquer outra superfície que possa ser impressa. A fotografia pode ser reproduzida, além dos meios químicos tradicionais, através de impressoras laser e plotagem.

(este texto foi emprestado do blog  do clube da gravura da Paraíba
http://clubedagravura.blig.ig.com.br)



prensa, forno para esquentar a chapa, mesa de entintagem

mesa de ácidos